segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CRIME PERFEITO, O QUE É ISTO?

Francisco Miguel de Moura
*Escritor, Membro da Academia Piauiense de Letras

         Tenho um romance com o título de “O Crime Perfeito” e já pensava em mudar-lhe o nome, tantas foram as pessoas que me disseram não haver crime perfeito, que a expressão não seria mais do que uma contradição semântica, um jogo de palavras. Procurei o assunto na internete e em livros. Não encontrei.  Apenas na http://www.wikipédia.com achei algo que não responde a minha indagação. Finalmente dei com André Rezende, num simples artigo do site: http://raçabrasileira.uol.com.br onde expõe a existência de um tipo de crime perfeito: “Quem foi que disse que não há a possibilidade de matar um semelhante sem que o assassino seja descoberto, julgado e punido? Ora, em que país você vive? O crime perfeito existe sim, e, pior, os matadores nem precisam fugir ou se esconder com medo da lei. Pelo contrário, são até conhecidos – nome, idade, profissão, endereço, hábitos - e mesmo assim ficam impunes, sem que nada disso desabone. É que a mesma lei que deveria prender, julgar e punir – alivia, inocenta e liberta em troca de uma fiança que, por mais alta que seja, não paga o preço de uma vida, de uma trajetória interrompida devida a um crime no trânsito”.
        Isto mesmo, nada paga o preço de uma vida. Mas o castigo, a pena mostrará que quem perdeu a vida perdeu tudo. O criminoso, porque está vivo, deve perder, temporariamente, a liberdades, com dois fins: lº) para pagamento do mal que fez ao outro; 2º) para evitar que, estando preso, venha a fazer outras vítimas.
        Mas o meu objetivo é esclarecer sobre os assassinos frios, aqueles que operam de caso pensado, que articulam suas anti-provas, sua posterior inocência. Casos exemplares em Teresina são muitos, mas aponto especialmente o conhecido por “Crime da doméstica” e, agora, o caso do homicídio de Fernanda Lages, que se configura, até agora, igual àquele, no não apontamento do assassino. E é necessário mostrar ao povo e proclamar aos poderosos (e à polícia e à justiça, ao legislativo e ao executivo) que, com os meios de que dispõe a ciência (digitais, dna, rastreamento de telefonemas e programas de computadores, etc.), o que poderia ficar sem solução por falta de provas seria muito pouco, quase nada. Pois tudo o que acontece deixa rastro, Há até uma frase que se tem mostrado certeira, em muitos casos, daí ficando como uma verdade estabelecida: “o assassino volta ao local do crime para certificar-se se o que fez ficou perfeito, sem marcas para sempre”.  É uma espécie de consciência cósmica que o leva a tal caminho. Porque não há quem não saiba que matar outro ser humano é errado, é crime.  Assim, soaria como verdadeiro dizer que há crime perfeito?  Diríamos que é necessário observar o seguinte: O crime perfeito, então, seria aquele cujo autor é pessoa da polícia ou justiça, ou alguém a quem essas entidades protegem (por qualquer que seja o motivo). São perfeitos os crimes em que o estado não tem nenhum interesse em apurá-los. Ou melhor, tem interesse em ocultar quem é verdadeiro culpado. As provas seriam, então, ocultadas, simuladas ou destruídas. Eis aí o crime perfeito, entre aspas.
        André Rezende apontou os horrorosos crimes do trânsito, onde algumas vezes, embora haja morte, o autor não teve a premeditação de matar. Mas eu apontei os crimes em que houve premeditação, preparo.
        Portanto, meu romance, baseado em casos dessa natureza, continuará com o nome de “O Crime Perfeito”.  Crime perfeito é isto aí, meus irmãos. No Brasil isto está ocorrendo constantemente. Só em Teresina há inúmeros casos, nas últimas décadas, que são nomeados pelo jornal a cada comentário sobre assassinato.

Consultar estes links:
http://franciscomigueldemoura.blogspot.com
http://cirandinhapiaui.blogspot.com

Um comentário:

Miriam de Sales Oliveira disse...

Gosto de romances policiais.Acho q/ sim,existem crimes perfeitos.E alguns são rendosos.
Vide Brasília.
Abç

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