terça-feira, 7 de março de 2017

A mulher e a moral cristã - Artigo doutrinário

Prof. Flipe Aquino*
“A mulher não nasce, se faz”. Esta frase de Simone Beuavoir, líder feminista radical, se converteu em um verdadeiro estandarte deste movimento. Vários fatos concorreram para isso: a revolução sexual e feminista inspirada em um neo-marxismo, e facilitada pela pílula anticoncepcional, desenvolvida na década de 60.
O movimento feminista radical inspirou-se no marxismo e criou a tal ideologia de “Genero” (do inglês Gender). Para Karl Marx,  toda a história é uma luta de classes, de opressores contra oprimidos, em um batalha que terminará só quando os oprimidos se conscientizarem de sua situação, fizerem uma revolução e impuserem a “ditadura dos oprimidos”. A sociedade será, então,  totalmente reconstruída e emergirá a “sociedade sem classes”, livre de conflitos e que assegurará a paz e prosperidade utópicas para todos. Isto foi aplicado na Russia, China, Cambodja, Viet Nam, Laos, Cuba, etc. e gerou 100 milhões de mortos, e nada gerou de bom.
Foi Frederick Engels quem colocou as bases para a união do marxismo e do feminismo. O feminismo do “gênero” foi lançado pela primeira vez por Christina Hoff Sommers, em seu livro “Who stole feminism?” (Quem roubou o feminismo?)
A ideologia do “gênero” reinterpretou a história sob uma perspectiva neo-marxista, em que a mulher se identifica com a classe oprimida e o homem com a opressora. O matrimônio monógamo é a síntese e expressão do domínio patriarcal. Toda diferença é entendida como sinônimo de desigualdade, e portanto é preciso acabar com ela. O antagonismo se supera com a luta de classes. Então, as mulheres “devem ir à luta”.
Essa ideologia penetrou nas Nações Unidas (ONU) e então começou sua carreira ascendente. A primeira conquista foi em Pequim, em 1995, na IV Conferência da Mulher, da ONU, com um documento final que estabelecia uma série de pautas para implantar a ideologia. Desde então esta ideologia está se infiltrando cada vez mais nos costumes e na educação (colégios, universidades e meios de comunicação).
A tal ideologia de “gênero” (gender) hoje exige a eliminação de qualquer tipo de diferenças sexuais. Esta perigosa ideologia difunde que a moral cristã é discriminatória a respeito da mulher, e que é um obstáculo para seu crescimento e desenvolvimento; logo, precisa ser destruída. Assim, muitas organizações feministas promovem o aborto, o divórcio, o lesbianismo, a contracepção, o ataque à família, ao casamento, e, sobretudo à Igreja Católica; pois são realidades “opressoras” da mulher.
Mas na verdade foi o oposto; foi o Cristianismo quem libertou a mulher da condição de quase escrava e que se encontrava de modo geral no mundo pagão. O Papa João Paulo II afirmou na Carta Apostólica “Dignitatem Mulieris” (n. 12) que: “Admite-se universalmente — e até por parte de quem se posiciona criticamente diante da mensagem cristã — que Cristo se constituiu, perante os seus contemporâneos, promotor da verdadeira dignidade da mulher e da vocação correspondente a tal dignidade. Às vezes, isso provocava estupor, surpresa, muitas vezes raiando o escândalo: “ficaram admirados por estar ele a conversar com uma mulher” (Jo 4, 27), porque este comportamento se distinguia daquele dos seus contemporâneos. Ficaram admirados até os próprios discípulos de Cristo. O fariseu, a cuja casa se dirigiu a mulher pecadora para ungir os pés de Jesus com óleo perfumado, disse consigo: “Se este homem fosse um profeta, saberia quem é e de que espécie é a mulher que o toca: é uma pecadora” (Lc 7, 39). Estranheza ainda maior ou até santa indignação deviam provocar nos ouvintes satisfeitos de si as palavras de Cristo: “Os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus (Mt 21, 31)”.
Cristo e o Cristianismo resgataram a mulher. Naquele tempo ela  não podia, por exemplo, ser testemunha diante do Sinédrio, o tribunal dos judeus, sua voz não valia. Quantas mulheres se destacaram no Cristianismo já no seu início. Santa Helena, mãe do imperador romano Constantino foi uma gigante; a rainha dos francos Clotilde, esposa de Clovis, rei dos Francos, Joana D’Árc, e tantas outras santas, mártires. A Igreja lutou contra o adultério também por parte do homem; o que não acontecia no mundo antigo. A proibição do divórcio deu grande proteção às mulheres. Além disso as mulheres obtiveram mais autonomia graças ao Catolicismo. Na Idade Média católica a rainha era coroada como o rei, geralmente na Catedral de Rheims, na França, ou em outras catedrais.  E a sua coroação  era tão prestigiada quanto a do Rei; o que mostra que a mulher tinha importância.  A última rainha a ser coroada foi Maria de Medicis em 1610, na cidade de Paris.  Algumas rainhas medievais tiveram papel importante na história, como Leonor de Aquitânia († 1204) e Branca de Castela († 1252); no caso de ausência, doença ou morte do rei, exerciam o seu poder.
Foi só no século XIX, mediante o “Código de Napoleão”, que aconteceu o processo de despojamento da mulher novamente: deixou de ser reconhecida como senhora dos seus próprios bens, e, em casa mesmo, passou a exercer papel inferior.
A mulher foi por muitos séculos a reserva moral do Ocidente. A ela competia o ensino daquelas coisas que se não se aprende nos primeiros anos de vida, não se aprendem mais. Ela ensinava os filhos a rezar e a distinguir o bem do mal; ensinava o valor da família e das tradições. Mas hoje em dia o feminismo radical, eivado e ateísmo, gerou a banalização do sexo e o hedonismo,  fazendo suas vítimas, levando a mulher a perder o sentido do pudor, da maternidade e da piedade.
Isto não significa que, sem descuidar dos afazeres familiares, e na medida de sua vocação, a mulher não possa também dar a contribuição feminina no âmbito a cultura, das artes, da economia, e inclusive a política. Mas tudo isso sem prejuízo do sentido de piedade, do pudor e de maternidade que sempre foram o suporte da formação das pessoas e das sociedades do Ocidente.
Infelizmente hoje cresce esta perigosa ideologia de “gênero” (gender) que avança de maneira destruidora nas escolas e nas universidades, se propaga pela mídia e começa a moldar a cultura do povo. Para esta ideologia não existe mais sexo, apenas “gênero”; é a pessoa que define o seu sexo e não a natureza. Assim, não tem mais sentido falar em pai, mãe, filho, filha, neto, neta, avô, avó, marido e esposa, homem e mulher. Os sexos não são dois, mas cinco: homem heterossexual, homem homossexual, mulher heterossexual, mulher homossexual e bissexuais. Violentando a natureza, se destrói a mulher, o casamento, a família e a sociedade. É isto que começa agora a ser ensinado a nossas crianças e jovens  nas escolas.
É por isso que a ideologia de “gênero”  odeia a religião, a natureza, a família e o casamento. Tudo precisa ser destruído, desconstruído, por que tudo isso “sufoca e escraviza a mulher”. É preciso não ignorar tudo isso.
___________________
*Prof. Felipe Aquino, copiado da internet, através de um e-mail de meu filho Laudemiro Miguel Mourais Moura

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A QUEDA DAS FOLHAS



Francisco Miguel de Moura- Poeta brasileiro


         



As folhas caem pelo Verão.

Ninguém lhes ouve a queda,
A dor de coisas semimortas,
Quando o vento carregador

Vem e as leva pela várzea
E ali se enterram no chão.


Algumas doidas se soltam 
Salvam-se, saem dançando

Com o vento, sobem o outeiro

Onde um poeta há tempo dorme.
O dorminhoco, aos acordes
Dos sons, saracoteios surdos
Das infelizes contra a porta,
Ainda ressona.

...


"Será tarde, bem tarde"
- Murmurarão
Para um carinho!… Oh! Não!

Eis que o poeta transtornado sonha:
E quebra a eternidade do instante
Com um poema na mão.

domingo, 11 de dezembro de 2016

PROSOPAGNOSIA: ENTREVISTA

THAIS DE LUNA a FRANCISCO MIGUEL DE MOURA,
para o Correio Braziliense


28 de setembro de 2009

1- Como e quando você descobriu que tinha prosopagnosia?
R - O nome prosopagnosia é recente, embora já existisse a deficiência da memória localizada que dificulta a retenção de rostos na memória do paciente. Ninguém por aqui sabia nada – até que as revistas VEJA e ÉPOCA, antes o Jornal do Brasil, começaram a publicar matérias sobre o assunto. Foi aí que comecei a interessar-me pelo assunto. Minha mãe (já falecida) me dizia que não decorava o rosto das pessoas, tinha dificuldade de reconhecê-las. Eu, me observando, vi que acontecia o mesmo comigo.

2- Você já passou por alguma situação constrangedora por causa desse distúrbio? Pode contar alguma(s) delas?

R - Constrangedora, não. Algumas vezes, pessoas que foram de minhas relações e, durante l, 2, 3 ou mais, não tivemos nenhum encontro, me dizem: Você é orgulhoso, passa por mim e não fala. Que é que houve? Esta é uma maneira de não ser pego de surpresa, indagado: Não está me reconhecendo? Quem sou eu? E a gente ficar com cara de bobo diante delas. Então é melhor bancar o importante ou o distraído. Evitar. Recentemente eu estava vendo um programa de tevê, na casa de um amigo, e disse mostrando um artista: Ele é filho de meu primo, é fulano de tal, não é? E meu amigo disse: Não este aí é Fulano de Tal. Como é que pode ser seu primo, ou filho de seu primo?

3- Mais alguém da sua família tem isso?

R - Sim, poucas, além de minha mãe. Mas me reservo o direito de não dizer quem, entende?
4- Você chegou a ir a um médico para ser diagnosticado com o distúrbio ou descobriu por conta própria o que tinha? R - Não, mesmo porque não existe nenhum especialista no assunto. Nem remédio. A medo que a gente tem é de a prosopagnosia ter alguma relação com o Mal de Alzheim, temida por todos.

5- Quais mecanismos você desenvolveu para reconhecer mais facilmente as pessoas?
R – Ouvi-las, em mim a voz é essencial. Também a roupa, o cabelo, os olhos, o nariz, a boca, a cor, etc. O que o prosopagnósico não consegue é guarda o conjunto, o que chamamos de feições. Mas as partes, sim.

6- Você consegue reconhecer uma pessoa imediatamente quando a encontra ou demora algum tempo (nem que sejam alguns segundos)?
R – Demoro, sim. A “memória de conjunto”, se assim podemos chamar, no prosopagnósico, é muito fraca e depois de algum tempo apaga-se. Esse conjunto também se estende a objetos: marcas de carro, por exemplo, só sei quando olho o nome da empresa industrial: Ford, Chevrolet. Mesmo o meu próprio, desconheço, a não ser pela cor, pela placa, por outro sinal particular.

7- O que você enxerga quando olha para um rosto?
R - Penso que vejo as partes de cada vez, sem o entrelaçamento.

8- No seu caso, você tem prosopagnosia desde sempre ou algo desenvolveu o distúrbio (como uma pancada na cabeça, um derrame etc.)?
R Acredito que desde sempre. Não lembro muito de quando criança. Mas posso lembrar das pessoas mais queridas que morreram e não há meio de visualizar seus rostos. Com o avançar da idade, vinha ficando pior, mas depois tomei tento e passei a usar a memória neste sentido, por exemplo, vendo novelas, filmes, e tento gravar pelo menos enquanto passa o capítulo ou aquele filme. Depois, tento, vendo o artista – ou a artista – noutro programa, tento decifrar quem é, lembrar-me do nome e o que é que ela faz no primeiro programa, etc.


9- Você já sofreu preconceito ou foi considerado antipático por causa da prosopagnosia?
R – “Orgulhoso, não fala mais com ninguém!”, dizem – talvez pelo fato de ser escritor, localmente (Municípios e Estado do Piauí) já famoso e muita gente me conhecer, inclusive no jornal e da tevê.

10- A prosopagnosia te impede ou dificulta fazer algo, como assistir a filmes?
R - Às vezes sim, quando se trata de um filme que versa assunto da minha antipatia: guerra, droga, violência, etc. Gosto de filmes de amor, romances, dramas, comédias, etc. Divirto-me muito, embora nem sempre acerte o nome do personagem que está atuando.

11- Você também tem dificuldades em reconhecer certos objetos ou só rostos mesmo? Se tiver, quais seriam?
R – Já falei acima em marcas de carro, mas tenho realmente dificuldade de reconhecer formas com que não esteja bem familiarizado. Esqueço muito das corres. Já errei no nome da cor da frente de minha casa.
Uma observação a mais: Não sei se acontece com outros prosopagnósicos, mas comigo sim: Se fecho os olhos, não consigo visualizar rosto de ninguém. Já experimentei, tentando lembrar. Lembro do corpo, do caminhado, do chapéu, do cabelo, até do riso e da voz principalmente. Mas..
Tenho dito sempre, entre outras coisas, que na minha vida de escritor, somente nas sessões de autógrafos, me sentia um pouco sem jeito. Mas depois passei a perguntar descaradamente: - Qual é seu nome completo? E completo com uma desculpa: - Na hora que estou autografando me dá um branco... Nem do nome de meu pai eu me lembraria, se vivo fosse e viesse a essa fila.
12 - Preciso ainda saber como o senhor quer que seu nome apareça no jornal, além de saber qual a sua idade e profissão.

R - Meu nome, quer civil, quer literário é FRANCISCO MIGUEL DE MOURA. Familiarmente sou tratado por Chico Miguel. Já lancei 30 livros, entre poesia, crítica, romance, conto e crônicas. Tenho 76 anos – nascido que fui a 16 de junho de 1933. Meu “livro lançado recentemente, em 2008, se chama ‘FORTUNA CRÍTICA DE FRANCISCO MIGUEL DE MOURA”, contendo uma biografia escrita por José Maria de Aguiar Ramos. E de minha autoria, apenas: - uma longa entrevista e um depoimento mais ou menos longo, poemas e cartas. Dos outros: crítica de diversos escritores de todo o Brasil a respeito de minha obra. O primeiro livro lançado se chama “AREIAS”, poemas, 1966, numa Editora de Timon – MA. Tenho obras lançadas no Rio e São Paulo, que participaram de bienais. Fui premiado em todos os gêneros que pratico. Sou membro da Academia Piauiense de Letras e da IWA – International Writers and Artists Association, Toledo, OH, Estados Unidos.


Atenciosamente,
Thais de Luna.




domingo, 25 de setembro de 2016

A PRIMEIRA (Como se fosse a segunda)






Francisco Miguel de Moura*


Não sei se ela me veio por primeiro
Afeto de menina que se quer.
Está tão longe o tempo e seu mister...
O pensamento é um grande viajeiro.

Sei que era linda e tinha gosto e cheiro
Diferentes das outras. Nem sequer
Nos beijamos. Porém de longe o ser
Encontra o outro ser quando é inteiro

Em juventude, em luz, em força e mais,
Naquela idade em que se não tem paz
E quando a tem não tem impunemente.

Se foi amor,  não sei. Sexo não foi.
Foi diferente. Ai como a vida dói
Por amor quando vem tão inocente.

______________________
*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro. E-mail:franciscomigueldemoura@gmail.com

sábado, 3 de setembro de 2016

OLHO OS JORNAIS E ESTREMEÇO

José Maria Vasconcelos
Cronista

         Acabara de ministrar a última aula de um curso de Redação, solicitado por escola privada. Uma estudante acompanhou-me até o portão: “Professor, você nos incentivou a ler e acompanhar os acontecimentos atuais para uma boa redação. Devo lhe dizer que só rola desgraça... Olho os jornais e estremeço:  expõem, exaustivamente, a degradação da família, consumo e tráfico de drogas, estupros de crianças e adolescentes e morte e desgraças!”
         Uma frase da estudante bateu-me forte: “Olho os jornais e estremeço”. Adolescente de 15 anos pronunciar uma frase tão condensada de sentimento humano, exaustivamente cantada há 30 anos, 1986, portanto o dobro de sua idade?! “Querida, onde você encontrou essa frase?” Referia-se a uma linda canção de Roberto Carlos, APOCALIPSE”, advertindo o mundo para o caos social. A estudante ouvira a música em encontro de jovens de sua igreja: “Perto do fim do mundo / Como negar o fato / Como pedir socorro / Como saber exato / O pouco tempo / Que resta / Só vai sobrar / O que presta. /... OLHO O JORNAL E ESTREMEÇO / Todo final tem seu começo / Taças amargas derramadas / Profecias confirmadas alertam / Que é o fim da estrada / Tempo de dor / Falta de amor /... / Drogas num mar sem porto / A violência, o crime / Na aprovação do aborto / Por tudo isso / Se a terra treme / Só quem não deve / Não teme / Pra quem seguir Seus passos / E o Seu amor profundo, / Ele virá trazendo / A luz de um novo mundo”.
         A estudante tinha suas razões para censurar a temática abusiva da imprensa que transforma o noticiário em liturgia da tragédia humana. Só caos moral, só tragédia e busca de audiência. Um tema oportuno para redação nos concursos.
         Meios de comunicação, especialmente a televisão, costumam festejar tragédias, em vez de denunciá-las. Oferecem pouquíssimo espaço à divulgação de valores morais; exemplos de famílias construídas em princípios sadios; jovens libertos dos vícios; adolescências castas e prudentes nas relações amorosas; recuperação de bandidos; amantes da biodiversidade; ações comunitárias, sem espera dos governantes.
         Os elétrons saltam de uma órbita para outra do átomo e formam partículas, que se transformam em blocos, planetas e estrelas. Um mundo maravilhosamente harmonizado pela física quântica. A unidade na pluralidade. Florestas, animais, rios, oceanos, desertos e prados convivem sob a batuta do equilíbrio ecológico. Todavia, a razão humana tenta harmonizar a vida nos seus paradigmas do quanto mais escandaloso mais divertido, assistido e lucrativo.
          A imprensa evita abordar suicídios para não induzir pessoas a irracional ato. Por que não agir com outros níveis de notícias, como estupros coletivos, que, em vez da denúncia e informação, induzem marginais a praticá-los? Uma adolescente, ainda lhe ardendo a seiva dos puros sonhos, pode se educar nos paradigmas da TV e meios de comunicação? Ou irão deixá-la desencantada, estremecida com o pão ordinário da informação? 30 anos se foram, e só pioraram as coisas. A geração atual precisa ouvir a canção e refleti-la. Por que o apocalipse depende de nós, e não do castigo de Deus.


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