segunda-feira, 22 de maio de 2017

A MORTA APAIXONADA - Paródia

(Paródia a “Budismo Moderno”,
de Augusto dos Anjos)

         Paródia de Francisco Miguel de Moura

Tome, poeta, um canivete e corte
minha apaixonadíssima pessoa.
A mim, que importa que ele fure à toa
toda minha alma podre, após a morte?

Nem urubu eu tive por consorte!
Também, na vida, os vermes da lagoa
roeram tudo. Oh, bicharada boa!
E ainda alguém me disse: “Tu és forte!”

Forte é a puta que o pariu, oh vida!
Amor, veja, não tenho outra saída,
senão beber do cálice profundo.

Depois, pensar que ainda tens saudade
de mim, que fui essa monstruosidade
dos versos teus, quando vivi no mundo.

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Francisco Miguel de Moura, escritor, membro da Academia Piauiense de Letras. E-mail: franciscomigueldemoura@gmail.com


quarta-feira, 19 de abril de 2017

FRANCISCO MIGUEL DE MOURA - UMA BIOGRAFIA

José Maria de Aguiar Ramos
(Do livro inédito “Os Corifeus do Banco do Brasil”)






Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade, mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura”. Chaplin
Biografia

Nasceu em 16.06.1933, na bucólica fazenda “Curral Novo”, data Jenipapeiro, cujo nome é derivado da árvore que grassa em abundância naquela região, fundada em 1818 por seis baianos da família Rodrigues e dos quais descendem quase todos os atuais habitantes do lugar. Quando Francisco Miguel nasceu o lugar Curral Novo, data Jenipapeiro, pertencia ao município de Picos - PI.
Jenipapeiro foi elevado a povoado em 1935.
Emancipada em 09.09.1960, por força da lei número 1.963 e só instalada em, 24.12.1960, e cujo topônimo atual é “Francisco Santos” - Piauí e o gentílico é franciscossantense.
Tem uma área territorial de 224 km2, numa altitude de 250 metros acima do nível do mar. Está na região fisiográfica do sertão, microrregião homogênea de baixões agrícolas do Piauí, tendo o burgo a posição geográfica à esquerda, à jusante do rio Riachão.
A latitude sul é de 6º 59’ 02” e longitude W Gr. é de 41º 10’ 45”. O clima é tropical megatérmico, predominantemente quente, úmido na estação chuvosa e árido e seco no restante do ano, variando para mais ou para menos quente, conforme as estações climáticas.
Sob o signo de gêmeos e da proteção da padroeira do município, “Coração Imaculado de Maria”, cuja capela foi edificada em 1918, nasceu Francisco Miguel de Moura, primogênito varão.
Conta-se que em conseqüência da seca de 1932, a família do mestre Guarani enfrentou miséria e fome, e o primogênito foi gerado, com sangue de massa de macambira e mucunã e da sustança do mingau de farinha de mandioca e macaxeira.
Foi levado à pia batismal, em 1933, sob o dogma da fé católica, na Igreja Matriz de Jaicós, a cuja paróquia Jenipapeiro pertencia na época. Foram padrinhos os avós paternos: Feliciano Borges de Moura, alcunha de Sinhô do Diogo, que faleceu em 14.03.1951, e Rosa Maria da Conceição, em 20.06.1971.
Os avós paternos geraram dez filhos (quatro homens e seis mulheres), que, sem forçá-los, o Sinhô do Diogo botava na roça, igualmente, todos os filhos, causando escândalo, porque as mulheres naquela época eram apenas de casa, não saíam para trabalhar fora, mesmo que fosse no roçado.
Os avós maternos eram Francisco de Sousa Rodrigues (Chico Ana) e Maria Rodrigues (Mariinha), descendentes daqueles Rodrigues que fundaram Jenipapeiro, inclusive e principalmente “Mãe Ana”, bisavó materna do comendador Chico Miguel.
Em 1934, nasceu a primeira irmã de “Chico Miguel”, Teresinha de Jesus Moura; faleceu em 1969, na cidade de Picos, vítima de uma cirurgia vesicular (colecistectomia). Casada, deixa enorme descendência, hoje toda morando em São Paulo.
Em 1936, nasceu a segunda irmã, Maria, que morreu criança, e consta também o nascimento da terceira irmã, em 1937, também com o nome de Maria Josefa de Sousa, cognome de Mariinha, hoje, professora em Francisco Santos (PI).
A quarta irmã de nome Helena Josefa de Sousa, nasceu em 1942; casada, é hoje, professora em Santo Antonio de Lisboa - PI, mas registra-se também o nascimento de outro irmão homem, de nome José, que faleceu criança.
Foram um total de oito filhos - dois homens e seis mulheres, todos gerados de Miguel Borges de Moura (Guarani), que nasceu a 18.05.1910, e Josefa Maria de Sousa (Zefinha ou Zefa), nascido a 14.02.1909, ambos já falecidos. O garoto Chico, mesmo com todas as regalias de primeiro filho, criou-se magrinho e doentio. Que se dirá dos outros? A metade morreu ainda pequenos, de “dentição” ou “doença de menino”.
O pai torna-se, ainda cedo, mestre dos irmãos e depois mestre-escola por profissão e era um andarilho. Peregrinou por várias vilas da região de Picos, tais sejam: Sussuapara, Bocaina, Aroeiras do Itaim, Angico Branco dos Macedos, Carnaíbas, etc., começando pelos idos de 1939, e a tiracolo ia toda a família.
Improvisava sob a sombra do juazeiro, ao derredor de uma tosca mesa no vaquejador da morada, a turma de aprendizes do ABC e tabuada depois, às margens do rio Guariba, abaixo da hoje cidade de Bocaina, o mestre Miguel Guarani cultivava o plantio de alho e cebola, apesar do porte físico franzino e frágil.
Em 1941/42, aos nove anos de idade, viajou o menino Chico com o pai mestre Miguel, do Angico Branco a Jenipapeiro, ficaram na casa do avô Sinhô do Diogo, por algumas semanas. E o neto Chico, bisbilhotando nos alfarrábios do avô, lê “Cem Cartas de Amor” e livros de contos e poesias de Casemiro de Abreu, Antonio Frederico de Castro Alves, Antônio Gonçalves Dias, Manuel Antonio Álvares de Azevedo e a Bíblia. Foi aí o despertar para as letras, lendo e decorando esses poetas e algumas passagens bíblicas. Só muito depois, no ginásio, dá-se seu encontro com os poetas parnasianos e simbolistas Raimundo da Mota de Azevedo Correia e Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac. E mais recentemente com os modernistas Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho e Carlos Drummond de Andrade.
Voltando a 1.942: O mestre Miguel foi nomeado funcionário público municipal na função de mestre-escola. Foi autodidata por excelência. Poeta, violeiro e repentista muito conhecido e proclamado na região de Picos e circunvizinhanças. Por perseguições políticos, na administração do então governador, Dr. Rocha Furtado, foi exonerado do cargo de professor do povoado Santo Antonio de Lisboa, quando o mesmo faltava apenas seis meses para adquirir estabilidade no emprego. Não foi readmitido e o cargo ficou impreenchido, vago por muitos anos, por absoluta falta de quem o substituísse.
Advém, assim, de colonos, famílias de lavradores e criadores, tanto pelo lado paterno quanto pelo materno. Teve uma infância de sonhos e ilusões, uma infância salutar. Aprendeu o bê-á-bá e a tabuada com o pai; com ele também, aprendeu a manejar os implementos agrícolas no cultivo da terra; e com a mãe, que não sabia ler e escrever, as tarefas domésticas.
Com as constantes perguntas curiosas de criança e as lições que recebera da mãe, sobre Deus, o diabo, o pecado e o perdão tornaram-se um catequista em matéria religiosa da Igreja Católica, no Jenipapeiro e lugares por onde o pai perambulava como professor e violeiro. Sua convicção era outra. Não aceitaria, em seguida, a sugestão e vontade da família para estudar no seminário teológico e ser padre.
O contato com o sofrimento, o campo e a natureza de um modo geral, não resta nenhuma dúvida, amalgamou severamente o ser e a linguagem de Francisco Miguel de Moura. Avezou-se muito cedo com os livros. Herdou do avô paterno, Feliciano Borges de Moura, Sinhô do Diogo, o hábito da leitura e da escrita. Absorvia com sofreguidão tudo que chegava às mãos: livros, jornais, revistas, cartas, calendários, cartilhas, tabuadas, propagandas, prospectos, inclusive o livrinho do Jeca Tatu, do remédio Biotônico Fontoura, etc.
Os primeiros trabalhos, após a labuta na lavoura, geralmente de alho e cebola - o que se plantava muito na ribeira do Riachão - foram de mestre-escola como o saudoso mestre Miguel.
Foi comerciário em Santo Antônio de Lisboa, antigo Rodeador, na loja de Isaac Batista de Carvalho, de 1950/1952.
Em 1952, no povoado Jenipapeiro emprega-se na loja de Areolino Joaquim da Silva, na função de balconista.
Aos 21 anos, em 1954, fixa residência em Picos (PI), faz o concurso de exame de admissão ao ginásio no Colégio Estadual Picoense, obtendo o primeiro lugar e estudando gratuitamente por esse motivo. O referido colégio, apesar do nome, ainda não era estadualizado, ou seja, era particular.
Em 1955, torna-se escrivão da Delegacia de Polícia de Picos, percebendo o salário pela Prefeitura. Aproveitava a folga do sábado, para ser balconista nas Lojas Pernambucanas, assim aumentava um pouco a renda para seu sustento.
Conclui o curso ginasial em 1958 e seus mestres foram: Dr. Severo Maria Eulálio, PE. David Ângelo Leal, D. Maria Olita, D. Bilu (esposa do Dr. Severo), Dr. Fonseca, Professor João de Deus Neto, Professor Manoel de Moura Fé, Prof. Barros Araújo, Dr. Acilino Leite, além de outros.
Quando secundanista do curso ginasial, submete-se a concurso público do Banco do Brasil S.A., sendo aprovado e nomeado para exercer a função de Auxiliar de Escriturário, na mesma cidade de Picos, ingressando em 02.03.1957, no mais cobiçado contingente de serventuários dessa nobre casa de crédito. Em seguida, um ano depois, realiza em Fortaleza, o concurso maior, de Escriturário, para carreira administrativa, e vai aprovado, reassumindo uma vaga em Picos (PI).
E em 02.03.1983, após 26 anos de bons serviços prestados, deixa uma lacuna no quadro funcional da Agência Centro, em Teresina-Pi, por justa e merecida aposentadoria por tempo de serviço, contado o tempo de empregos anteriores. Mas afasta-se somente dos serviços burocráticos, continua no mesmo convívio. Como ele mesmo se autodefine: “os bancários são meus irmãos mais próximos.”
É convidado, em 1983, por Hildalius Catanhede, Presidente da Associação dos Antigos Funcionários do Banco do Brasil S.A. - AAFBB - com sede no Rio de Janeiro (RJ), a representar a Associação no Piauí, cujo cargo ocupou até junho de 1999.
Como funcionário do Banco, serviu nas cidades de Picos - (PI), Itambé (BA), Teresina - (PI) e Metropolitana Cinelândia - Rio de Janeiro (RJ), adido para tratamento de saúde de um filho. Exerceu vários cargos, entre outros, os de Auxiliar de Supervisão, Chefe da Carteira de Crédito Agrícola de Industrial (CREAI) e Subgerente de Agência.
Em 08.12.1959, na paróquia de Nossa Senhora dos Remédios, então diocese de Oeiras, contraiu matrimônio com a picoense Maria Mécia Moraes Araújo Moura, que nasceu em 10.04.1941. A celebração foi realizada na casa dos genitores da noiva, Laudemiro Morais Feitosa e Esther Morais Araújo, pelo padre João Morais Sobrinho, (irmão da noiva, hoje, ex-padre), sendo paraninfos, Francisco de Assis Coimbra, Vilany Morais Coimbra (prima da noiva), Abrahão Conrado Costa (primo do mestre Guarani) e Maria do Socorro Portela Costa.
O consórcio gerou os seguintes filhos: Francisco de Assis Franklin Morais Moura, n. 28.02.1961; Leônidas Fulton Morais Moura, n. 28.01.1962, (faleceu prematuro aos seis meses, em Itambé - BA); Laudemiro Miguel Morais Moura, n. 06.03.1963; Francisco Miguel de Moura Júnior, n. 18.02.1964; Fritz Miguel Morais Moura, n. 01.01.1968 e Mécia Morais Moura, n. 14.04.1994, caçula varoa e na festividade das bodas de coral, ou seja, no 35º aniversário de casamento.
Atualmente tem uma progênie de nove netos: Joyce e Filipi - filhos de Francisco de Assis Franklin Morais Moura e Wilma Neri Moura; Tainá e Tairine, filhas do quadrigênito, Francisco Miguel de Moura Júnior e Ana Vaz Moura; Lucas, Davi e Mariana, filhos de Laudemiro Miguel Morais Moura e Mônica Queiroz Moura; Sarah e Sahvyc, filhas de Fritz Miguel Morais Moura.
A odisséia intelectual de Chico Miguel, o qual emergido do campo da lavoura, da cultura do alho e cebola, e ser arremetido pelos próprios méritos a freqüentar o campo da sociedade elitizada da cultura e nobreza das letras piauienses, só poderia advir, portanto, de um coração sábio, puro, modesto e batalhador. É um exemplo digno de humildade e respeito.

Estudos

Os estudos do escritor Francisco Miguel não foram muito regulares. Tal como o pai, é um autodidata. O jardim da infância e o curso primário foram disciplinados no próprio lar; assentou em bancos escolares quando realizou o exame de admissão ao curso ginasial.
É Técnico em Contabilidade pela Escola Técnica de Comércio “Landri Sales”, na cidade de Picos - PI, de 1959/1961. Os estudantes dessa unidade, àquela época, eram apelidados de “lombriga azeda”.
Em Teresina - PI, gradua-se no Curso Superior de Letras, da Faculdade Católica de Filosofia do Piauí, em 1972, tendo como professores: Padre Raimundo José Ayremorais Soares, Diogo Ayremorais Soares, Maria dos Reis Figueiredo, Cecília Mendes, Dorinha Santos, Padre Homero, Padre Moisés Fumagalli e Celso Barros Coelho e outros.
Pós-graduado, em 1985, na Escola de Belas Artes/Universidade Federal da Bahia - Salvador -, na especialidade “Crítica de Arte”.
Realizou outros cursos de formação suplementar: “Folclore Brasileiro”, (1975), ministrado pela professora Maria de Lourdes Borges Ribeiro, do MEC-Brasilia-DF; “Teoria do Romance” (1970), pelo professor João Décio, da Universidade de Marília – SP; “Aperfeiçoamento em Literatura Brasileira e Portuguesa”, (1971, na Universidade Federal do Piauí - UFPI.
Bancário (do Banco do Brasil); professor; crítico literário e de artes; ensaísta; Conselheiro Cultural do Conselho Estadual de Cultura e da Fundação Cultural Monsenhor Chaves; poeta; romancista; membro da Academia Piauiense de Letras, cadeira nº 8; contista; cronista; congressista; encontrista; campeão de concursos literários e expositor literário e cultural nas mais diversas ocasiões e lugares; editor da revista Cirandinha (1977/1984); coordenador de literatura e editoração da Fundação Cultural Monsenhor Chaves; sócio-fundador e presidente da União Brasileira de Escritores do Piauí - (UBE/PI), 1986/1988, entidade reconhecida através da Assembléia Legislativa como de utilidade pública; instituidor e tesoureiro do Círculo Literário Piauiense - CLIP, (1967); monitor do Movimento de Educação de Base (MEB), em Itambé (BA), na época do golpe militar de 1.964, sendo presidente da república, Dr. João Goulart; organizador e apresentador do programa “Panorama Cultural” na Rádio Clube de Teresina, pela Secretaria de Cultura do Piauí, de 1975/1977; colaborador/fundador da Academia de Letras de Região de Picos (ALERP); sócio-correspondente da Academia Catarinense de Letras e da Academia Mineira de Letras; 2º secretário da Academia Piauiense de Letras (1995/1996), Secretário Geral (2000/2001) e membro da Comissão Editorial da “Revista da Academia”.
Professor de português e literatura brasileira e portuguesa no Colégio Estadual “Anísio de Abreu”, desta Capital, durante dois anos.
Eventos

Participa, entre muitos outros, dos seguintes eventos: I Encontro Nordestino de Política Cultural, no Recife - PE, em 1987, como delegado do Piauí; I Congresso de Escritores do Nordeste - 30 anos da União Brasileira de Escritores de Pernambuco, no Recife (PE), em 1988, expondo o tema, “Política Editorial - Estratégia e Ação”; Encontro de representantes da Associação dos Antigos Funcionários do Banco do Brasil - AAFBB - no Rio de Janeiro (RJ), em 1987, onde discursou em nome de todos as representações da AAFBB no Brasil, publicado na Revista AAFBB nº 36 de jan./1987; X Congresso Brasileiro de Teoria e Crítica Literária, em Campina Grande, de 16 a 21.09.90, expondo sobre a “Descaracterização da Cultura Nordestina”; I e II Exposição de Livros de Funcionários do Banco, na AAFBB - Rio (RJ), respectivamente em 1986 e 1991;
Prêmios

Premiado em vários concursos literários tais como: primeiro lugar no concurso de ensaios, pelo trabalho “A Poesia Social de Castro Alves”, promovido pelo Diretório Acadêmico “Dom Avelar Brandão Vilela”, da Faculdade Católica de Filosofia do Piauí, em 1971; primeiro prêmio de bibliografia pela obra crítica “Linguagem e Comunicação em O. G. Rego de Carvalho”, conferido pela Academia de Letras de Uruguaiana - Rio Grande do Sul, em 1972; por ocasião do Sesquicentenário da Independência do Brasil, recebe o troféu por classificar-se em 2º lugar no concurso de trovas em Mogi das Cruzes - SP, patrocinado pelo Centro Melo Freire de Cultura; primeiro lugar no concurso de romances “Fontes Ibiapina” com o livro “Laços do Poder”, em 1986, patrocínio da Secretaria de Cultura do Piauí/Fundação Cultural do Piauí; segundo lugar no concurso de poemas “Odílio Costa Filho”, promovido pela Academia Piauiense de Letras, com o livro “Santo de Casa”, em 1981, posteriormente publicado com o título “Bar Carnaúba”, em 1983; três classificações no VI Concurso de Crônicas “Sérgio Porto”, bancado pela FENAB, em 1983, Brasília - DF; classificado para publicação, nas diversas edições dos concursos de contos “João Pinheiro”, da Secretaria de Cultura do Piauí, sendo que em 1984 obteve o terceiro lugar e em 1986, o segundo; e também o segundo lugar no concurso de crônicas “Clarice Lispector”, promovido pelo Satélite Clube de São Paulo, em 1993; primeiro lugar no concurso poesias da revista “Poesia Para Todos”, do Rio de Janeiro, em 2000,
e segundo lugar no concurso de romance da Fundação Cultural do Piauí, em 2003, com o romance “D. Xicote”.
Condecorações
Condecorado com as homenagens: “Intelectual do Ano” recebendo o troféu “Fontes Ibiapina”, em 1988, concedida pela União Brasileira de Escritores do Piauí - UBE/PI-; diploma de Mérito Cultural “Lucídio Freitas”, em 1988, por serviços prestados à cultura, patrocínio da Academia Piauiense de Letras, à qual pertence, mas a cuja Academia ainda não pertencia na época da concessão da referida comenda; diploma de Personalidade Cultural UBE - Rio, em 1992, pela intensa atividade cultural desenvolvida; Medalha do Mérito “Conselheiro José Antonio Saraiva”, no grau de “Cavaleiro”, conferida pela Prefeitura Municipal de Teresina, em 1994, por seus méritos como escritor, e Diploma de Oficial da Ordem do Mérito Renascença do Piauí, de 19 de Outubro de 11997, conferido pelo então Governador do Estado.
Obra

Os livros publicados são:
Poesias: - “Areias”, foi o primeiro livro de poemas (1966), com prefácio de Fontes Ibiapina; “Pedras em Sobressalto” foi o segundo livro em versos (1974), “Universo das Águas” (1979) foi o terceiro livro, posteriormente elogiado por Carlos Drummond de Andrade; “Bar Carnaúba” (1983), foi o quarto livro, inclusive premiado; (“Quinteto em Mi(m), 1986, “Sonetos da Paixão” (1988), “Poemas Ou/tonais (1991); “Poemas Traduzidos” (1993); “Poesia in Completa” (1997), “Viragens” (2001) e “Sonetos Escolhidos” (2003), “Antologia” (2006); e “Tempo contra Tempo”, em co-autoria com Hardi Filho (2007).
Ensaios: - “Linguagem em Comunicação em O.G. Rego de Carvalho” (1972), “A Poesia Social de Castro Alves” (1979); Piauí – Terra, História e Literatura” (ensaio e antologia 1980); “Um Depoimento Pós-Moderno” (1989); “Assis Brasil”, co-autoria com Edmilson Caminha (1989); “Castro Alves e a Poesia Dramática” (1998); e “Moura Lima - do Romance ao Conto” (2002).
Contos: - “Eu e meu Amigo Charles Brown” (1986),” Por que Petrônio não Ganhou o Céu” (1999) e “Rebelião das Almas” (2001).
Romances: “Os Estigmas” (1984), “Laços do Poder” (1991), “Ternura” (1993) e D. Xicote (2005).
Crônicas: “E a Vida se Fez Crônica” (1996);
História: “Literatura do Piauí” (2001);
Biografia: “Miguel Guarani, Mestre e Violeiro” (2005);
Discursos: “Chico Miguel na Academia”, 1993 (colaboração com Hardi Filho).
Os livros inéditos são:
Poesia: “Itinerário para Passar a Tarde”, “O Coração do Instante”, “A Casa do Poeta” e “A Cor, as Cores”
Romance: “O Crime Perfeito” e “O Menino quase Perdido”
Prefaciador/posfaciador: Da antologia de contos de autores piauienses “Piauí: Terra, história e literatura” (1980), co-edição da Editora do Autor - São Paulo/Edições Cirandinha - Teresina; de “Literatura Piauiense - Escorço Histórico” de João Pinheiro (obra em 1ª edição de 1937), na 2ª edição, 1984, patrocinada pela Fundação Cultural Monsenhor Chaves.
Participante de coletâneas - “Poetas do Brasil” Rio (1975); “Ciranda”, Teresina (1976); “O de Casa”, Teresina (1977); “Momento Poético”, São Paulo (1978); “Vozes da Poesia”, São Paulo (1979); “O Conto na Literatura Piauiense”, Teresina (1981); “Renascença”, Salvador-Ba. (1984); “Novos Contos Piauienses”, Teresina (1984); “Outros Contos Piauienses”, Teresina (1986); “Antologia Acadêmica”, Porto Alegre-RS (1990); “Postais da Cidade Verde”, Teresina (1989); “Antologia Poética Piauí/Ceará”, Teresina/Fortaleza, 1993; “Alma Gentil - Novos Sonetos de Amor”, Brasília, 1994; “Mostra Nacional de Poesia Visual”, UFRN, Natal-RN (1995); “Piauí: Formação, Desenvolvimento, Perspectivas”, FUNDAPI, Teresina (1995); “Crônicas de Sempre”, Teresina-PI (1995), “A Poesia Piauiense do Século XX”, Teresina/Rio, antologia, estudo e organização de Assis Brasil (1995); e “O. G. Rego de Carvalho – Fortuna Crítica”, organizada por Kenard Kruel (2007).
Participação Internacional Entre outras, participou como crítico e poeta nos Estados Unidos da América do Norte - dos seguintes livros: “A Dictionary of Contemporary Brazilian Authors”, Arizona – EUA, onde comparece com 10 verbetes (1981); “Internacional Poetry Yearbook”, Colorado -EUA (1984); “Directory of International Writers and Artists” - Biografia, Colorado, USA (1987); “Internacional Poetry Yearbook, Colorado - EUA (1988); “Directory of Internacional Writers, Colorado, EUA (1987); “International Poetry 37”, Colorado, EUA (1985) “Contemporary Brazilian Literature”, antologia de poesia e prosa, Colorado, EUA (1986), na França, como poeta, participa da publicação: “Jalons”, números 49 e 50, respectivamente de 1994 e 1995, na cidade de Nantes, “Brésil 500 Ans”, antologia de poemas da Editora Jalons, Nantes, França, 2000; em Cuba, de com 5 poemas no livro “Poesia de Brasil”, 2000; na Espanha, também como poeta, tem comparecido nas revistas “Clarín” (jan./fev./abr./maio/ jun./jul./ago. e set,/2007) e na revista “Lea” (nº 183, jul./2007); em Portugal, participou das revistas “Anto” nº 3 (1998), nº 6 (1999), e na “Revista de Poesia”, nº 2 (junho de 2002), dedicada ao tema “Saudade”.
Colaborador/Participante: Em Picos, no começo dos anos 50, antes mesmo de ser estudante, participa do jornal “A Flâmula” do Grêmio Estudantil “Da Costa e Silva” - dos estudantes do ginásio, onde publica os primeiros poemas. Depois de ingressar no Ginásio, continua a publicar seus poemas e artigos em “A Flâmula” e noutro jornal que surgiu, “A Gazeta”, também de Picos, editado por Odonel Castro Gonçalves. Em Teresina, desde que chegou, oriundo de Itambé - BA, em outubro/1964, colabora intensamente nos jornais, revistas e congêneres:
Jornais: “O Estado”, “A Hora”, “Correio do Piauí”, “Estado do Piauí”, “Jornal da Manhã”, “O Dia”, “Jornal do Piauí”, “Voz do Piauí”, “Opinião”, “Diário do Povo”, “Meio Norte” e “Suplemento do Diário Oficial”, etc.;
Revistas: “Almanaque da Parnaíba”, “Presença”, “Cadernos de Teresina”, “Ficção”, Rio de Janeiro - RJ (revista de contos e crítica, da qual era correspondente no Piauí); “Impacto” (em vários números, inclusive uma entrevista sobre a APL); “Revista da Academia Piauiense de Letras”, onde publicou os seguintes ensaios: “Depoimentos Sobre O. G. Rego de Carvalho”, nº 50, Ano LXXV, dezembro de 1992; “Os Universais da Literatura - Acertos e Equívocos”, nº 51, Ano LXXVI, dezembro de 1993; “Jorge de Lima, Poeta Participante” e “A Chama da Geração de 45”, ambos no nº 51, Ano LXXVI, dezembro de 1993 - II fascículo, e muitos outros trabalhos; “Literatura”, desde o nº 4 ao 33 (abr./2007), cuja publicação foi iniciada em Brasília e hoje é editada em Fortaleza-CE; “LB - Revista da Literatura Brasileira”, São Paulo – SP (diversos números); e “Cirandinha”, editada em Teresina e depois em Salvador, ganhando nome nacional em virtude de boa parte dos seus colaboradores serem de outros Estados, que se encarregavam de distribuí-la nas escolas e entre outros escritores – fundada por Francisco Miguel de Moura com um grupo de escritores do Piauí, tendo vida mais ou menos longa para a espécie (de novembro/1977 a julho de 1984).
Colaborações interestaduais, “Littera”, nº 11 - (1974), Rio - com ensaio “Simbologia e Sentido do Efêmero na Poesia de Raimundo Corrêa”; “Em Revista” nº 12, (1981), São Paulo, com “Tentativa de Explicação do Inexplicável”; “Ficção, nº 09” setembro/1976, Rio, com resenha sobre “Rio Subterrâneo”; Ficção nº 18, junho/1977, Rio, com resenha sobre “Inquietação de Um Feto”; “Vozes”, nº 3, Ano 79, abril de 1985, Petrópolis - RJ, com o “O Aprendizado da Morte”; “Suplemento do Minas Gerais”, de Belo Horizonte, edição de 19.08.1978, com “Três Tempos do Poeta H. Dobal”; “A Tarde” - Salvador (BA), edição de 23.06.73, com - “O Conto e a Força do Crítico”; “O Lince”, de Juiz de Fora (MG), edição de maio/74, com “Um Contista no Palco da Infância”; “Correio do Estado”- Campo Grande (MS), edição de 29.03.1973, com “Deste Lado do Horizonte”; “Correio da Bahia”- Salvador, edição de 13.12.1985, com o artigo “Centenário do Poeta Da Costa e Silva”; “Suplemento do Diário Oficial” - Salvador (BA), edição de 10.06.1985 com o ensaio “Modernidade da Língua Portuguesa”; “D.O. Leitura”, nº 4 (47), de abril de 1986 - São Paulo - SP. - com o ensaio “Elementos de Crítica Literária”; “D.O. Leitura”, nº 09 (102), de novembro de 1990, São Paulo (SP), com o ensaio “Descaracterização da Cultura Nordestina”; “Vozes”, nº 06, Ano 83, nov./dez/1989, Petrópolis - RJ, com “Cláudio Manoel da Costa e a Crítica Caolha”; “Literatura”, nº 02, junho de 1992, Brasília - DF, com o artigo “Do Ceará, um Borges”; “Literatura, nº 6, de junho/1994, Brasília - DF, com o depoimento “Como e porque sou escritor”; “Cadernos do Tâmega”, nº 8, dez/1992, Amarante/Portugal, com o ensaio “O Livro mais Triste, o Poeta mais Só” e o soneto “A Antonio Nobre”, ambos comemorando o centenário do livro “Só”, “Notícias Culturais” de Fortaleza (CE) nº 56, ano 5 de setembro/1995 com os seguintes poemas: “Sonetilho” (ao poeta Lourenço Campos), “Hai-kais”, “Nome da Rua” e “Abandonos”.
Alguns poemas são cantados e gravados em discos pelo compositor e cantor, também bancário do Banco do Brasil, Odorico Carvalho, tais como: 1. “Das Coisas Simples”, extraído do livro “Quinteto em Mi(m)”; 2. “Homem, Boi, Berro” de “Bar Carnaúba”; 3. “Experiências Vivas” de “Quinteto em Mi(m)”.
Academia Piauiense de Letras

Na Academia Piauiense de Letras: Ingressa na imortalidade após três campanhas; não foi só merecimento, foi luta, e ele lutou, teve opositores “e estes são necessários, senão, não haveria vitória”, diz. É o 5º ocupante da cadeira nº 8. Foi eleito em 29.09.1990 e tomou posse em 30.10.1990; quem o recebeu foi o acadêmico/poeta Francisco Hardi Filho, seu amigo, que tinha sido eleito anteriormente para outra cadeira. O patrono da cadeira nº 8 é José Coriolano de Sousa Lima (J. Coriolano). Os ocupantes anteriores foram: Antônio Chaves, Breno Pinheiro, Celso Pinheiro Filho e Francisco da Cunha e Silva, aqui citados em ordem cronológica.
É membro-correspondente da Academia Catarinense de Letras e da Academia Mineira de Letras, como foi já referido acima, em cujas revistas colabora com artigos e poemas. É de notar-se que para tornar-se membro da Academia Catarinense teve que submeter-se a uma eleição, para a qual teve a ajuda do amigo/escritor catarinense Theobaldo Jamundá, e foi eleito; já no caso da Academia Mineira, foi por indicação do escritor José Afrânio Moreira Duarte, com quem Francisco Miguel de Moura mantém longa amizade, aliás, desde que escreveu “Linguagem e Comunicação em O.G. Rego de Carvalho”.
Faz parte de outras Academias de Letras. Cito duas das mais importantes: Membro-fundador da Academia de Letras da Região de Picos, onde seu pai, Miguel Borges de Moura – Guarani é patrono de uma cadeira. E recentemente foi eleito para a Academia Cachoeirense de Letras, de Cachoeiro de Itapemirim – ES.
Nos anos 2000/2001, foi Secretário Geral da Academia Piauiense de Letras, na gestão do Prof. Raimundo Nonato Monteiro de Santana, sendo considerado o melhor Secretário Geral daquele sodalício, justo no ano da entrada do novo milênio.
Depois disto, tem sido constantemente apontado para a presidência da Academia Piauiense de Letras, mas não aceitou porque não quer de forma alguma afastar-se do seu intenso trabalho de escritor, e ultimamente por motivo de saúde.

Personalidade e talento
A personalidade e o talento foram delineados pelo poeta e crítico da ilha de São Luís do Maranhão, Francisco das Chagas Val, (nascido a 23.07.43), em artigo de 15 de setembro de 1994, assim:

A POESIA DE CHICO MIGUEL
Francisco Miguel de Moura é um escritor que exerce o seu ofício com bastante competência e, em qualquer página por ele escrita, lá estão as qualidades intrínsecas que são as marcas a destacá-lo como uma legítima vocação literária inconfundível, em meio aos outros escritores de sua geração.”
“Do poeta, em particular, alguns pontos podemos destacar: a dicção, o ritmo, a imagética e a ductilidade dos versos que, na poesia de Francisco Miguel de Moura, é pura música, limpa harmonia de notas que soam em perfeito equilíbrio - que esse poeta piauiense escreve como quem canta e o seu verso, escandido ou não, é sempre harmonioso e nele existe uma natural contenção, talvez imposta pela disciplina de quem desconfia dos fazedores de discursos.”
Com poemas “Ou/tonais”, o autor nos dá a medida exata de seu talento poético porque, construído em linguagem seca, o livro apresenta um lirismo comovido e os versos acabam por se estruturarem de modo contínuo, com suas modulações e freqüências tonais até o ponto em que a harmonia poética tangencia a musicalidade das palavras em pleno espaço metafórico-sinestésico. O certo é que ele alcançou, ao longo de seu trabalho literário, o equilíbrio e a maturidade necessários para assegurar a perenidade de sua obra, e a poesia que nos deu, mostrada recentemente em seu primoroso livro “Poemas Ou/tonais”, é de altíssima qualidade, e estamos convencidos de que o autor de “Pedra em Sobressalto” mantém incólume o seu vigoroso estro, e outros excelentes livros estão prestes a vir a lume para gáudio de todos que o admiramos.”
É citado como verbete no “Dicionário Histórico e Geográfico do Estado do Piauí” - (1994), de Cláudio Bastos; no “Dicionário Biográfico Escritores Piauienses de Todos os Tempos” - (1995), de Adrião Neto; no “Dicionário Histórico-Biográfico Piauiense” - (1992), de Wilson Carvalho Gonçalves; no “Dicionário de Poetas Contemporâneos”, 2ª edição (1991), de Francisco Igreja; no “Dicionário Literário Brasileiro” (1978), de Raimundo de Menezes; no “Dicionário de Artistas e Escritores Funcionários do Banco do Brasil” (1992), de autoria de Murilo Moreira Veras, Romildo Teixeira de Azevedo e Eliezer Bezerra; e na “Enciclopédia de Literatura Brasileira” (1990), de Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa.
Incluído nos livros “Visão Histórica da Literatura Piauiense” (1997), de Herculano Moraes; “A Academia Piauiense de Letras e a Cadeira 27” (1994), de José Lopes dos Santos; “O Livro de Ouro da Literatura Brasileira” (1980), “Teoria e Prática da Crítica Literária” (1995) e “A Poesia Piauiense do Século XX” - (1995), de Assis Brasil; “Crônicas de Sempre” - (1995), organizado por Adrião Neto; “A Literatura no Brasil”, direção de Afrânio Coutinho, citado entre os melhores poetas da nova geração; “A Crítica Literária no Brasil”, de Wilson Martins (1995), entre outros aqui não mencionados, e em todos há referências elogiosas ao seu trabalho literário. Na internet, é biografado e comparece com poemas e outros trabalhos literários, nos seguintes “sites”: usina de letras – wikipedia – jornal de poesia – entretextos – antonio miranda – jornal do dia e outros.
Neste poema, que é bem representativo do seu lavor literário e de sua luta pela expressão poética radical, com muita originalidade ele traduz a emoção vivida na infância:
Quinteto em mi (m)

Três


Não lhe contarei minha história,
A da vaquinha morta,
e não me deu o leite da vida:
urubus pastaram seus olhos.
E pastarão sobre mim.

Nem a história de mamãe-titia,
de meu pai-pequeno-e-feio,
de meu nascer-Chico
por simples fuxico.
Não houve melhor jeito.


Depois, morremos de comer, de beber:
- o sono-inanição era todo nosso.
E o medo do outro (e de nós?)
e os desejos menos preciosos
que morriam?

O mundo antes de mim,
do alto do descaso,
jogou-me na grande roleta.
E bicho permaneço.

Não me deram nem carne nem osso,
nem cabeça - mundo deus, mundo diabo.
Deram-me tripa
muita tripa
e coração.

Assim subvivi para este mundo
entre as aves de rapina
e frutos escassos,
cactos, espinhos, trapos,
despetalando a vida que não quis.
Bibliografia
Livros:
ADRIÃO NETO, José. In: Dicionário Biográfico Escritores Piauienses de Todos os Tempos, 2ª ed. Halley S.A., Teresina (PI) - 1995;
BASTOS, Cláudio de Albuquerque. In: Dicionário Histórico e Geográfico do Estado do Piauí, 1ª ed. Fundação Cultural Monsenhor Chaves - PMT -, Teresina (PI) - 1994;
BRASIL, Assis. In: A Poesia Piauiense no Século XX. 1º ed. Imago Editora Ltda. Rio de Janeiro (RJ) - Fundação Cultural Monsenhor Chaves-PMT- Teresina - (PI), 1995;
CADERNOS de Teresina, da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, nº 18, dez/1994;
COUTINHO, Afrânio. In: A Literatura no Brasil, 3ª ed. V vol. Editora José Olímpio/Universidade Federal Fluminense - Rio (RJ) - 1986;
GONÇALVES, Wilson Carvalho. In: Dicionário Histórico-Geográfico Piauiense, 1ª ed. Gráfica e Editora Júnior Ltda., Teresina (PI) - 1992;
IGREJA, Francisco. In: Dicionário de Poetas Contemporâneos”, Rio - RJ, 1991.
KAPILA, Rosa Maria dos Santos. In: Geografias Literárias (org. Francisco Venceslau dos Santos), Editora Caetés, Rio, 2003;
LIMA, Iracilde Maria de Moura Fé. De Moura aos Moura Fé – Regate de uma Trajetória (genealogia das famílias Moura e Moura Fé), Expansão, Teresina – PI, 2005;
LIMA, Luiz Romero. Literatura Piauiense, sem indicação de editor, Teresina-PI, 2003;
LOPES, Maria do Carmo Martins. In: Francisco Miguel de Moura – Um Canto de Amor à Terra e ao Homem, Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Teresina, 2000;
MARQUES, Deolinda Maria de Sousa. In: Um Rio em Chico Miguel, Ed. Cirandinha, Teresina, Piauí, 2006;
MARTINS, Wilson. In:: A Crítica Literária no Brasil, Ed. Francisco Alves, Rio, 1983;
MATOS, J. Miguel de. In: Antologia Poética Piauiense, 1ª edição, Artenova, Rio - RJ, 1974;
MENEZES, Raimundo. In: Dicionário Literário Brasileiro, 2ª edição, Livros Técnicos e Científicos, Rio - RJ, 1978;
MORAES, Herculano. In: Visão Histórica da Literatura Piauiense, 2ª edição, sem indicação de Editora, Teresina - PI, 1982;
MOUSINHO, Ronaldo Alves. Literatura: De Homero à Contemporaneidade, Ed. Ideal, Brasília, 2002;
MOURA, Francisco Miguel de. e HARDI FILHO, Francisco. In: Chico Miguel na Academia, 1ª ed. Gráfica e Editora do Povo Ltda., Teresina - PI, 1993;
SILVA, José Antônio da. Dicionário de Sabedoria dos Piauienses, EDUFPI, Teresina, 2004;
QUEIROZ, Teresinha. In: Do Singular ao Plural – Edições Bagaço, Recife – PE 2006;
SILVA NETO, Mariano da. In: O Município de Francisco Santos, 1ª ed., Companhia Editora do Piauí (COMEPI), Teresina - PI, 1995;
VERAS, Murilo Moreira, e outros. In: Dicionário de Artistas e Escritores Funcionários do Banco do Brasil, 1ª ed., Ed. Livra-Livro - Processamento Editorial Ltda., Brasília - DF, 1992.

Jornais:
O Dia”, Teresina – PI, nº de 12 de março de 1972, com o título “Entrevista da Semana” (obs.: foi a primeira entrevista dada pelo autor);
D. O. Leitura”, São Paulo - SP, nº 4 (40), de setembro de 1985, de Eduardo Maffei, com o título de “Conversa de Bar Sobre Poesias”;
Tribuna da Bahia”, Salvador – BA, nº de 8 de fevereiro de 1985, título “O menestrel dos Piauís” (entrevistador: Oleone Coelho Fontes);
Meio Norte”, Teresina – PI, 2 de fevereiro de 2007, título” Gente da gente: 40 anos dedicados à poesia” (entrevistadora: Isabel Cardoso, caderno “Vida”;
Diário dos Açores”. Ano 137 nº 38.216, de 24 de fevereiro de 2007, seção “Letras”, pág. 15/16, Ilhas dos Açores – Portugal.

Revistas:
Revista da Academia Piauiense de Letras”. Ano, l990, nº 48 - presidente: Paulo de Tarso Melo e Freitas, Teresina – PI;
Literatura - Revista do Escritor Brasileiro”. Ano XIII, Janeiro a Junho de 2004, nº 26 – Editor: Nilto Maciel. Fortaleza – CE;
Época”, revista nº 443, de 13 de novembro de 2006, Editor: Globo, Rio – RJ, pg.84/85;
Colóquio/Letras”, nº 14, de junho de 1973, artigo “Literatura Brasileira – Ensaio”, de Fábio Lucas, Lisboa – Portugal;
Lavra: Letras & Idéias, editor: Murilo Moreira Veras. Ano IV nº 08, Brasília – DF, 19993.
Revistas Literárias Brasileiras (1970-2005) - Paulo Cezar Alves Custódio. Antologia nº 1 – Gráfica e Editora Ltda., Brasília – DF, 2006.


terça-feira, 7 de março de 2017

A mulher e a moral cristã - Artigo doutrinário

Prof. Flipe Aquino*
“A mulher não nasce, se faz”. Esta frase de Simone Beuavoir, líder feminista radical, se converteu em um verdadeiro estandarte deste movimento. Vários fatos concorreram para isso: a revolução sexual e feminista inspirada em um neo-marxismo, e facilitada pela pílula anticoncepcional, desenvolvida na década de 60.
O movimento feminista radical inspirou-se no marxismo e criou a tal ideologia de “Genero” (do inglês Gender). Para Karl Marx,  toda a história é uma luta de classes, de opressores contra oprimidos, em um batalha que terminará só quando os oprimidos se conscientizarem de sua situação, fizerem uma revolução e impuserem a “ditadura dos oprimidos”. A sociedade será, então,  totalmente reconstruída e emergirá a “sociedade sem classes”, livre de conflitos e que assegurará a paz e prosperidade utópicas para todos. Isto foi aplicado na Russia, China, Cambodja, Viet Nam, Laos, Cuba, etc. e gerou 100 milhões de mortos, e nada gerou de bom.
Foi Frederick Engels quem colocou as bases para a união do marxismo e do feminismo. O feminismo do “gênero” foi lançado pela primeira vez por Christina Hoff Sommers, em seu livro “Who stole feminism?” (Quem roubou o feminismo?)
A ideologia do “gênero” reinterpretou a história sob uma perspectiva neo-marxista, em que a mulher se identifica com a classe oprimida e o homem com a opressora. O matrimônio monógamo é a síntese e expressão do domínio patriarcal. Toda diferença é entendida como sinônimo de desigualdade, e portanto é preciso acabar com ela. O antagonismo se supera com a luta de classes. Então, as mulheres “devem ir à luta”.
Essa ideologia penetrou nas Nações Unidas (ONU) e então começou sua carreira ascendente. A primeira conquista foi em Pequim, em 1995, na IV Conferência da Mulher, da ONU, com um documento final que estabelecia uma série de pautas para implantar a ideologia. Desde então esta ideologia está se infiltrando cada vez mais nos costumes e na educação (colégios, universidades e meios de comunicação).
A tal ideologia de “gênero” (gender) hoje exige a eliminação de qualquer tipo de diferenças sexuais. Esta perigosa ideologia difunde que a moral cristã é discriminatória a respeito da mulher, e que é um obstáculo para seu crescimento e desenvolvimento; logo, precisa ser destruída. Assim, muitas organizações feministas promovem o aborto, o divórcio, o lesbianismo, a contracepção, o ataque à família, ao casamento, e, sobretudo à Igreja Católica; pois são realidades “opressoras” da mulher.
Mas na verdade foi o oposto; foi o Cristianismo quem libertou a mulher da condição de quase escrava e que se encontrava de modo geral no mundo pagão. O Papa João Paulo II afirmou na Carta Apostólica “Dignitatem Mulieris” (n. 12) que: “Admite-se universalmente — e até por parte de quem se posiciona criticamente diante da mensagem cristã — que Cristo se constituiu, perante os seus contemporâneos, promotor da verdadeira dignidade da mulher e da vocação correspondente a tal dignidade. Às vezes, isso provocava estupor, surpresa, muitas vezes raiando o escândalo: “ficaram admirados por estar ele a conversar com uma mulher” (Jo 4, 27), porque este comportamento se distinguia daquele dos seus contemporâneos. Ficaram admirados até os próprios discípulos de Cristo. O fariseu, a cuja casa se dirigiu a mulher pecadora para ungir os pés de Jesus com óleo perfumado, disse consigo: “Se este homem fosse um profeta, saberia quem é e de que espécie é a mulher que o toca: é uma pecadora” (Lc 7, 39). Estranheza ainda maior ou até santa indignação deviam provocar nos ouvintes satisfeitos de si as palavras de Cristo: “Os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus (Mt 21, 31)”.
Cristo e o Cristianismo resgataram a mulher. Naquele tempo ela  não podia, por exemplo, ser testemunha diante do Sinédrio, o tribunal dos judeus, sua voz não valia. Quantas mulheres se destacaram no Cristianismo já no seu início. Santa Helena, mãe do imperador romano Constantino foi uma gigante; a rainha dos francos Clotilde, esposa de Clovis, rei dos Francos, Joana D’Árc, e tantas outras santas, mártires. A Igreja lutou contra o adultério também por parte do homem; o que não acontecia no mundo antigo. A proibição do divórcio deu grande proteção às mulheres. Além disso as mulheres obtiveram mais autonomia graças ao Catolicismo. Na Idade Média católica a rainha era coroada como o rei, geralmente na Catedral de Rheims, na França, ou em outras catedrais.  E a sua coroação  era tão prestigiada quanto a do Rei; o que mostra que a mulher tinha importância.  A última rainha a ser coroada foi Maria de Medicis em 1610, na cidade de Paris.  Algumas rainhas medievais tiveram papel importante na história, como Leonor de Aquitânia († 1204) e Branca de Castela († 1252); no caso de ausência, doença ou morte do rei, exerciam o seu poder.
Foi só no século XIX, mediante o “Código de Napoleão”, que aconteceu o processo de despojamento da mulher novamente: deixou de ser reconhecida como senhora dos seus próprios bens, e, em casa mesmo, passou a exercer papel inferior.
A mulher foi por muitos séculos a reserva moral do Ocidente. A ela competia o ensino daquelas coisas que se não se aprende nos primeiros anos de vida, não se aprendem mais. Ela ensinava os filhos a rezar e a distinguir o bem do mal; ensinava o valor da família e das tradições. Mas hoje em dia o feminismo radical, eivado e ateísmo, gerou a banalização do sexo e o hedonismo,  fazendo suas vítimas, levando a mulher a perder o sentido do pudor, da maternidade e da piedade.
Isto não significa que, sem descuidar dos afazeres familiares, e na medida de sua vocação, a mulher não possa também dar a contribuição feminina no âmbito a cultura, das artes, da economia, e inclusive a política. Mas tudo isso sem prejuízo do sentido de piedade, do pudor e de maternidade que sempre foram o suporte da formação das pessoas e das sociedades do Ocidente.
Infelizmente hoje cresce esta perigosa ideologia de “gênero” (gender) que avança de maneira destruidora nas escolas e nas universidades, se propaga pela mídia e começa a moldar a cultura do povo. Para esta ideologia não existe mais sexo, apenas “gênero”; é a pessoa que define o seu sexo e não a natureza. Assim, não tem mais sentido falar em pai, mãe, filho, filha, neto, neta, avô, avó, marido e esposa, homem e mulher. Os sexos não são dois, mas cinco: homem heterossexual, homem homossexual, mulher heterossexual, mulher homossexual e bissexuais. Violentando a natureza, se destrói a mulher, o casamento, a família e a sociedade. É isto que começa agora a ser ensinado a nossas crianças e jovens  nas escolas.
É por isso que a ideologia de “gênero”  odeia a religião, a natureza, a família e o casamento. Tudo precisa ser destruído, desconstruído, por que tudo isso “sufoca e escraviza a mulher”. É preciso não ignorar tudo isso.
___________________
*Prof. Felipe Aquino, copiado da internet, através de um e-mail de meu filho Laudemiro Miguel Mourais Moura

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A QUEDA DAS FOLHAS



Francisco Miguel de Moura- Poeta brasileiro


         



As folhas caem pelo Verão.

Ninguém lhes ouve a queda,
A dor de coisas semimortas,
Quando o vento carregador

Vem e as leva pela várzea
E ali se enterram no chão.


Algumas doidas se soltam 
Salvam-se, saem dançando

Com o vento, sobem o outeiro

Onde um poeta há tempo dorme.
O dorminhoco, aos acordes
Dos sons, saracoteios surdos
Das infelizes contra a porta,
Ainda ressona.

...


"Será tarde, bem tarde"
- Murmurarão
Para um carinho!… Oh! Não!

Eis que o poeta transtornado sonha:
E quebra a eternidade do instante
Com um poema na mão.

domingo, 11 de dezembro de 2016

PROSOPAGNOSIA: ENTREVISTA

THAIS DE LUNA a FRANCISCO MIGUEL DE MOURA,
para o Correio Braziliense


28 de setembro de 2009

1- Como e quando você descobriu que tinha prosopagnosia?
R - O nome prosopagnosia é recente, embora já existisse a deficiência da memória localizada que dificulta a retenção de rostos na memória do paciente. Ninguém por aqui sabia nada – até que as revistas VEJA e ÉPOCA, antes o Jornal do Brasil, começaram a publicar matérias sobre o assunto. Foi aí que comecei a interessar-me pelo assunto. Minha mãe (já falecida) me dizia que não decorava o rosto das pessoas, tinha dificuldade de reconhecê-las. Eu, me observando, vi que acontecia o mesmo comigo.

2- Você já passou por alguma situação constrangedora por causa desse distúrbio? Pode contar alguma(s) delas?

R - Constrangedora, não. Algumas vezes, pessoas que foram de minhas relações e, durante l, 2, 3 ou mais, não tivemos nenhum encontro, me dizem: Você é orgulhoso, passa por mim e não fala. Que é que houve? Esta é uma maneira de não ser pego de surpresa, indagado: Não está me reconhecendo? Quem sou eu? E a gente ficar com cara de bobo diante delas. Então é melhor bancar o importante ou o distraído. Evitar. Recentemente eu estava vendo um programa de tevê, na casa de um amigo, e disse mostrando um artista: Ele é filho de meu primo, é fulano de tal, não é? E meu amigo disse: Não este aí é Fulano de Tal. Como é que pode ser seu primo, ou filho de seu primo?

3- Mais alguém da sua família tem isso?

R - Sim, poucas, além de minha mãe. Mas me reservo o direito de não dizer quem, entende?
4- Você chegou a ir a um médico para ser diagnosticado com o distúrbio ou descobriu por conta própria o que tinha? R - Não, mesmo porque não existe nenhum especialista no assunto. Nem remédio. A medo que a gente tem é de a prosopagnosia ter alguma relação com o Mal de Alzheim, temida por todos.

5- Quais mecanismos você desenvolveu para reconhecer mais facilmente as pessoas?
R – Ouvi-las, em mim a voz é essencial. Também a roupa, o cabelo, os olhos, o nariz, a boca, a cor, etc. O que o prosopagnósico não consegue é guarda o conjunto, o que chamamos de feições. Mas as partes, sim.

6- Você consegue reconhecer uma pessoa imediatamente quando a encontra ou demora algum tempo (nem que sejam alguns segundos)?
R – Demoro, sim. A “memória de conjunto”, se assim podemos chamar, no prosopagnósico, é muito fraca e depois de algum tempo apaga-se. Esse conjunto também se estende a objetos: marcas de carro, por exemplo, só sei quando olho o nome da empresa industrial: Ford, Chevrolet. Mesmo o meu próprio, desconheço, a não ser pela cor, pela placa, por outro sinal particular.

7- O que você enxerga quando olha para um rosto?
R - Penso que vejo as partes de cada vez, sem o entrelaçamento.

8- No seu caso, você tem prosopagnosia desde sempre ou algo desenvolveu o distúrbio (como uma pancada na cabeça, um derrame etc.)?
R Acredito que desde sempre. Não lembro muito de quando criança. Mas posso lembrar das pessoas mais queridas que morreram e não há meio de visualizar seus rostos. Com o avançar da idade, vinha ficando pior, mas depois tomei tento e passei a usar a memória neste sentido, por exemplo, vendo novelas, filmes, e tento gravar pelo menos enquanto passa o capítulo ou aquele filme. Depois, tento, vendo o artista – ou a artista – noutro programa, tento decifrar quem é, lembrar-me do nome e o que é que ela faz no primeiro programa, etc.


9- Você já sofreu preconceito ou foi considerado antipático por causa da prosopagnosia?
R – “Orgulhoso, não fala mais com ninguém!”, dizem – talvez pelo fato de ser escritor, localmente (Municípios e Estado do Piauí) já famoso e muita gente me conhecer, inclusive no jornal e da tevê.

10- A prosopagnosia te impede ou dificulta fazer algo, como assistir a filmes?
R - Às vezes sim, quando se trata de um filme que versa assunto da minha antipatia: guerra, droga, violência, etc. Gosto de filmes de amor, romances, dramas, comédias, etc. Divirto-me muito, embora nem sempre acerte o nome do personagem que está atuando.

11- Você também tem dificuldades em reconhecer certos objetos ou só rostos mesmo? Se tiver, quais seriam?
R – Já falei acima em marcas de carro, mas tenho realmente dificuldade de reconhecer formas com que não esteja bem familiarizado. Esqueço muito das corres. Já errei no nome da cor da frente de minha casa.
Uma observação a mais: Não sei se acontece com outros prosopagnósicos, mas comigo sim: Se fecho os olhos, não consigo visualizar rosto de ninguém. Já experimentei, tentando lembrar. Lembro do corpo, do caminhado, do chapéu, do cabelo, até do riso e da voz principalmente. Mas..
Tenho dito sempre, entre outras coisas, que na minha vida de escritor, somente nas sessões de autógrafos, me sentia um pouco sem jeito. Mas depois passei a perguntar descaradamente: - Qual é seu nome completo? E completo com uma desculpa: - Na hora que estou autografando me dá um branco... Nem do nome de meu pai eu me lembraria, se vivo fosse e viesse a essa fila.
12 - Preciso ainda saber como o senhor quer que seu nome apareça no jornal, além de saber qual a sua idade e profissão.

R - Meu nome, quer civil, quer literário é FRANCISCO MIGUEL DE MOURA. Familiarmente sou tratado por Chico Miguel. Já lancei 30 livros, entre poesia, crítica, romance, conto e crônicas. Tenho 76 anos – nascido que fui a 16 de junho de 1933. Meu “livro lançado recentemente, em 2008, se chama ‘FORTUNA CRÍTICA DE FRANCISCO MIGUEL DE MOURA”, contendo uma biografia escrita por José Maria de Aguiar Ramos. E de minha autoria, apenas: - uma longa entrevista e um depoimento mais ou menos longo, poemas e cartas. Dos outros: crítica de diversos escritores de todo o Brasil a respeito de minha obra. O primeiro livro lançado se chama “AREIAS”, poemas, 1966, numa Editora de Timon – MA. Tenho obras lançadas no Rio e São Paulo, que participaram de bienais. Fui premiado em todos os gêneros que pratico. Sou membro da Academia Piauiense de Letras e da IWA – International Writers and Artists Association, Toledo, OH, Estados Unidos.


Atenciosamente,
Thais de Luna.




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