terça-feira, 24 de maio de 2011

O FIM DA ETERNIDADE - POESIA

            Francisco Miguel de Moura*


Haverá o dia em que nem o sol
se levantará.
E não terá mais nenhum outro dia.

Haverá o dia em que
O orgulho estará fendido
E os urubus pastarão sua desgraça
Pela última vez.

Haverá um dia em que será noite
E todos serão iguais
Sem preconceitos
(nem esperanças).

E restará o imenso escuro
Em que os astros em pó se sepultarão
No alívio de suas andanças
E cansaços.

E nunca mais haverá dia nem noite
Para castigo dos deuses
Que inventaram a etenidade.

Mas esqueceram de criar o Nada.
________________
*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro. Este poema foi construído sob o impacto da notícia de uma seita religiosa americana, que  informava: "o mundo  acabará no dia 22 de maio de 2010".

2 comentários:

Gisa disse...

E do nada nada poderá provir...
Um grande bj querido amigo.

Malu disse...

Pois terei que contrapor contigo,meu amigo - UM BRINDE AOS DEUSES PELA ETERNIDADE E SEUS MISTÉRIOS...
Um enorme abraço

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